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Top 10 – Vilãs Mais Safadas da Teledramaturgia Latino-Americana – Parte Final

Previamente em…Top 10 Vilãs Mais Safadas da Teledramaturgia Latino-Americana!! Além de por um título tão grande e dramático quanto os braços de Viviane Araújo, nós fomos agraciados com quengas críticas, vagabundas mal comidas e invejosas intrigueiras. Mas além desses comentaristas bitters que nós já tanto amamos enchendo o nosso saco, também relembramos a safadeza estelar de cachorras, gralhas, piranhas e cobras. Hoje, as cinco maiores safadas assumem suas posições de honra nesse zoológico. Cinco vagas. Um título de vilã mais safada da América Latina. E um escritor sem qualquer criatividade para fazer uma introdução enorme. Conseguirá a sua favorita ganhar essa disputada competição? Você vai descobrir agora, no

Porque a vida só vale a pena se você estiver bêbedo, rico, cheio de amantes e enterrando sua empregada otária no cemitério da igreja.

Obs – Eu não queria encher esse post de vídeos, porém foi a melhor maneira de retratar a deliciosidade cavalar dessas musas. Mas eles são curtos, então não se preocupem que vocês não vão fuder com seus gatos se colocarem eles pra carregar.

 

Posição 5 – Flora, a Manipuladora (A Favorita – 2008)

Um grande vilão é, acima de tudo, um bom rival, já que um herói marcante não pode sobreviver sem um antagonista frustrado capaz de lhe fazer frente. Basta pensarmos no exemplo do Tio Patinhas x Maga SaPatalógica. Da Ivete Sangalo x Cláudia Milkk. Do Homem-Aranha x a crítica especializada que tá descendo o cacete em seu novo filme. E até mesmo do Mairon x a fase tão negra em que o mundo se encontra (nunca.fica.velho). Então é claro a rival de uma travesti sapatônica que ganhava mais peso por episódio do que Paulinhão fazendo a dieta do Ego iria entrar nessa lista, né?

Flora (ex-cantora sertaneja, ex-presidiária, ex-possível futura primeira dama) passou metade da novela bancando a boa moça injustiçada e usando roupas de lenhador tão masculinas que espantariam até Kahlen ANTM4:

só pelo prazer de surpreender todo mundo quando liberasse seu lado safado, se revelando uma assassina bipolar

com talvez as melhores frases de efeito da televisão brasileira. Sério, a ascensão de Flora a classe A da sociedade no curso da novela serviu não apenas para nos divertir com doses incomensuráveis de depravação, mas também para mostrar que, quando se é rico, é completamente aceitável ter um gosto particular pra decoração:

Expressar seus desejos sexuais:

Questionar determinadas condutas da terceira idade:

E não se abater se sua carreira de sucesso foi interrompida por algumas escolhas infortunas que você fez no passado, já que um pequeno investimento num bando de figurantes famintos pode lançá-lo direto pro topo:

Isso é, se você não contratar esses invejosos do caralho que não sabem reconhecer uma verdadeira musa ou o valor da música de qualidade brasileira. Se Flora tivesse se enrolado em um rolo de papel alumínio e pendurado uma lula na cabeça, receberia uma standing ovation e tocaria sem parar na Jovem Pan. Como não o fez, é obrigada a aguentar um monte de ingratos que se acham superiores porque escolhem Jazz e Les Yéyés no Song Pop. Deviam procurar no Google sobre a história de um ariano que se achava superior aos judeus…

Mas não se preocupe, Flora. Na vida dos desocupados tarados por mulheres sem escrúpulos que frequentam esse blog você é um beijinho doce e depois de assistir a você é muito difícil amar alguém. Seu comportamento bipolar, suas frases marcantes e, claro, um talento vocal digno de carregá-la até o F3 de Ídolos (onde tomaria no rabo por ser uma mulher) te trouxe até aqui, na posição cinco do nosso top.

 

Posição 4 – Soraya, a Apaixonada (Maria do Bairro – 1995)

Ah, o amor. Esse sentimento tão lindo que, apesar de nos afetar um pouco o juízo, compensa nos trazendo felicidade e paz interior. Afinal, como dizia aquelas tirinhas pedófilas com duas crianças peladas, amar é aproveitar companhia do amante em qualquer situação. É entender e perdoar. É se passar por outra pessoa pra gravar o objeto de desejo na cam e obrigá-lo a sair com você mediante a chantagem de colocar o vídeo na comunidade de Rebeldes do Orkut que ambos frequentam. E é prender e tacar fogo em cima da esposa do amado para ele aprender que não deveria ter te trocado por uma maldita catadora, né Soraya?

Soraya Montenegro é uma mulher apaixonada e, como não poderia ser diferente nesse estado, descontrolada. Prometida ao único eterno galã do México, o milionário Luis Fernando

ela vê seus planos de dar o golpe do baú e passar o resto dos dias virando doses de Popokelvis em Acapulco ir por água abaixo com a chegada de Maria do Bairro. Claro que nessas circunstâncias ela só tinha uma coisa a fazer: matar a pobretona envenenada. E tudo teria dado certo, não fosse uma empregada fofoqueira, como de costume. Pelo menos Soraya não deixou barato

Descendo o cacete na traíra antes de ser vítima de pessoas que não compreendem a nobreza de um coração apaixonado e cair de um prédio numa cena de queda tão incrível quanto aquela em que Rodrigo Xuxa despencou do alto de uma torre no inesquecível Mulher-Gato. Comparem no lado a lado como a Televisa não deixa nada a dever pra Hollywood em matéria de efeitos especiais:

  

Claro que sua queda se revelou só uma estratégia safadíssima. Soraya usou sua aerodinâmica franja para aparar a queda, se fingiu de morta, mudou pros EUA e, como boa biscate, casou com um senhor abastado que, infelizmente, morreu…

…a mando dela.

Uma vez que a quenga tava só interessada em arrancar todo o dinheiro do velho para poder se vingar da catadora. E como ela fez isso? Agarrando O FILHO ADOLESCENTE dela:

E tentando matá-la mais uma dezena de vezes:

Pena que não dá certo e, no fim das contas, Soraya acaba perdendo o seu caso pedófilo pra sua enteada aleijada:

E acabou morrendo como toda grande santa mal compreendida: queimando com o fogo do próprio rabo. =(

Soraya pode ter passado dessa vida para a pior, assumindo seu cargo como uma das meretrizes particulares de Lúcifer, mas nossas vidas foram para sempre modificadas graças a sua forma particular de amar, seus vestidos tão justos que devem ter sido costurados no seu próprio corpo e por ser a mãe da expressão “maldita catadora!”, a frase mais versátil do idioma português junto com “Eu quero que seu cu pegue fogo!”. Não conseguiu entrar no F3 da nossa lista, mas imagino que esteja bastante satisfeita por ter deixado tal legado pro povo brasileiro.

Ou não.

 

Posição 3 – Nazaré, a Matriarca (Senhora do Destino – 2004)

Depois de uma psicopata bipolar e de uma apaixonada paranoica, vocês poderiam pensar que nada superaria tanta safadeza. Bem, obviamente vocês subestimaram a devassidão e imoralidade contida no amor de uma mãe. E quem melhor para representar a classe do que a mais fervorosa da história. Esqueçam Maria, Angelina Jolie ou aquela sua vizinha que desceu o cacete na amiga da filha quando descobriu que foi ela quem a ensinou que brincar com o piriquito não é nada demais. A  categoria precisa ser representada pela maioral:

Maria de Nazaré Tedesco, a delícia que mostrou pro mundo que a mãe do século XXI não é feita apenas de amor e cheiro de óleo de cozinha. Ela é uma mulher multifuncional, com incríveis habilidades manuais:

Um espírito empreendedor:

Um faro de pastor alemão capaz de identificar qualquer ameaça aos seus rebentos:

Coragem e pulso firme para se livrar dos obstáculos que surgem em sua jornada de crescimento pessoal dia…

…após…

…dia

Que se valoriza, porque se você não se ama, como no inferno você pode esperar ser amado por outra pessoa?

E que ainda arruma um tempo para se divertir nos intervalos da sua vida corrida:

<3 Naza <3. Claro que merece uma parede de GIFS que exalte toda sua candura e beleza:

      

      

      

Se vocês são questionadores como eu, estão se perguntando “como com tanta ginga e malemolência essa senhora não virou rainha de bateria e Susana Vieira e a nada forçada esposa do Boninho sim?”. A resposta é que essas duas encheram o rabo das escolas de dinheiro Nazaré, como boa mãe, nunca quis se expor dessa maneira. Sua vida era dedicada a felicidade da filha, um ato ainda mais louvável quando lembramos que a menina nem havia saído do seu ventre.

Intrigueiros podem espalhar que adotar a criança da anta nordestina foi só um plano de Naza pra prender seu marido e garantir ter sempre dinheiro no caixa pra sustentar uma vida repleta de luxo, mas todos sabemos que isso é mentira. Naza é gente como a gente e sempre preferiu um fim de semana no Piscinão de Ramos comendo frango e salada de maionese a viagens de primeira classe para países pedantes. Ela precisava do dinheiro pra nobre causa de sustentar uma horda de amantes falidos. E mesmo bastante dedicada a esse projeto social, ninguém pode dizer que ela não fez seu trabalho como mãe até o último minuto de sua vida, quando, perseguida pela sociedade patriarcal e machista em que vivemos por ser uma raposa loirona gostosa, pra preservar a reputação da filha

Se jogou de uma ponte mesmo sabendo que galinhas não podem voar, no que deve ser o sacrifício mais tocante da tv brasileira desde que Fátima Bernades destruiu 20 anos de boa reputação como jornalista em 20 min falando sobre esmalte de unha em troca de 1 ponto na audiência.

Muito bonita a simbologia do choro de Carolina Dickmann representando a dor de todo o povo brasileiro por ter perdido um ícone tão fantástico. Juntamente com a Princesa Isabel, a mãe do Cazuza e Joelma do Calipso, Nazareth entrou pro rol das grandes mães da pátria e tomou nossa terceira posição. Se hoje estivesse viva, até imagino o que ela diria ao descobrir o alto nível das pessoas que a consagraram no pódio do nosso top:

Posição 02 – AIDS, A Contagiadora (Vidas em Jogo – 2011)

Se você achava que Mutantes, com a Pícara Sonhadora interpretando uma guerreira intergaláctica, Miss Natália Guimarães fazendo a estrondosa Mulher-Aranha e Babi Xavier na performance de sua vida como a cientista vampira lobisomem de marcantes pelos pubianos havia sido o ápice da teledramaturgia nacional, você estava certo. Até que surgiu Vidas em Jogo, a novela que, em um mundo justo, seria o Chaves da Record, sendo transmitida em um loop eterno só para que todos pudessem degustar para sempre seus efeitos especiais elevated:

O mistério que fazia você ficar grudado no sofá:

cuja resposta surpreendentemente não era “os espectadores que levam a sério essa joça”, mas sim (SPOILER ALERT)

Suas cenas trágicas tocantes e verossímeis capazes de passar uma belíssima lição de moral

E seu conjunto de vilões diversificado, todos com personalidades complexas e capazes dos atos mais malévolos já imaginados pela mente humana:

Só que nenhum desses foi tão safado e relevante pra trama da novela quanto a nossa posição número 2:

Não, alguém ainda mais safada e aparecida (porém não tão nojenta)

A AIDS, que foi tão vagabunda nos 4 anos que a novela ficou no ar que conseguiu a proeza de contaminar 89% do elenco, deixando de fora basicamente o médico que servia para dar alertar sobre o seu perigo e Monique Alfradique, a piranha do momento, cujo corpo já tava tão cheio de DST que ela não conseguiu espaço para entrar. Não acreditam? Então olha o jornalístico esquema de como terminaram os principais personagens da novela:

Impossível negar a safadeza dessa doença, que não só matou mais que todas as nossas posições anteriores juntas, mas ainda fez a culpa recair toda sobre Cléber, o vilão assassino/estuprador/garçom de churrascaria da delícia. Hoje em dia todos temem um apocalipse zumbi, mas o apocalipse aidético que assolou o Rio de Janeiro na trama de Vidas em Jogo trouxe uma perspectiva de futuro muito mais horrível e assustador, pois revelou que quando, tudo acabar, isso é o que teremos que encarar pela frente:

Que apesar de nos proporcionar Paloma Duarte dando a cada 10 minutos, é coisa mais trash-trash que já passou pela tv. E trash-trash não é ugly-pretty. É ugly-ugly. Não bastasse ter colocado mais homens em uma cama do que Valesca Popozuda no verão em que fez aquele bico como recepcionista de uma clínica de urologia na Baixada, AIDS ainda jogou essa bomba pra que nossos últimos momentos sejam repletos de dor e sofrimento. Sua repercussão global e crueldade sem paralelos justificam sua segunda posição. Quem a superou e ficou com a primeira? Ora, alguém aí tem alguma dúvida?

 

Posição 1 – Paola, o Mito (A Usurpadora – 1999)

O que poderia ser mais digno e respeitável do que uma doença criada pelo diabo pra exterminar toda o elenco porcaria de uma novela de baixíssima qualidade e permitir que Máscaras fosse ao ar? Ora, só o próprio diabo, é lógico!

Se algum de vocês duvidava que Paola Bracho seria o primeiro lugar desse top, me desculpe, mas você não seria capaz de reconhecer safadeza sem limites nem que Tyra Banks caísse sobre sua cabeça. Basta olhar para a imagem de lançamento da personagem

com ela adorando ser encoxada por todo o cast masculino da novela pra percebermos que não estamos lidando com uma amadora. Paola é especial. Enquanto o resto da nossa lista era atrapalhada por diversões paralelas como torturar negros ou construir galerias de arte em partes pouco ortodoxas de suas mansões, nossa primeiro lugar sempre esteve focada naquilo que a traria ao topo desse top: fuder com a vida de todos a sua volta!

Para completar essa missão, ela chantageou sua irmã gêmea para assumir seu lugar:

O que lhe permitiu ser uma vagabunda em tempo integral. Quer dizer, até ela descobrir que sua irmã tava doida pra roubar seu marido e tirar sua herança. Nessa situação, sendo uma mulher com muito respeito por valores familiares, Paola realizou uma performance tão convincente que faria Fernanda Montenegro em Velcral do Brasil parecer uma daquelas figurantes que reclamam que nunca são servidas em Hell’s Kitchen:

E não deu outra: a gêmea tosca foi presa, Paola saiu incólume e pode voltar a revezar seu tempo entre infernizar os Bracho, encher a cara, transar descontroladamente e lançar lições para todos nós que aspiramos chegar ao seu nível de perversidade um dia. Aqui tem um Top dentro desse Top (*BOOOOM* no inception) com as 10 melhores pra vocês:

Sério, tais pílulas de sabedorias não deveriam ser confinadas apenas ao youtube! Deveriam ser divididas em 365 páginas encadernadas para que pessoas sem rumo como a maioria dos desocupados que estão lendo esse post pudessem saborear uma toda manhã e se motivar a sair por aí atrás de um amante rico capaz de pagar suas corridas de carro em Mônaco!

Isso sim é livro de auto-ajuda, não aquelas bostas envolvendo casas no meio do nada ou pessoas gordas que encontram maneiras para superar suas dificuldades se aceitando como são (mesmo com o resto do mundo ainda tendo nojo delas). Só precisamos tomar cuidado pro livro não cair nas mãos das pessoas erradas, porque né? Inspirar alguém a seguir seus passos pode às vezes trazer certas consequências negativas:

Como negar a medalha de ouro pra uma pessoa que provavelmente inventou essa notícia só pra poder demitir a empregada sem pagar férias e o FGTS atrasado? Paola Bracho não é apenas uma vilã maravilhosa. É um mito em que todos deveríamos nos inspirar para tornar esse mundo um lugar melhor. Será que se todo mundo tivesse três amantes, torrasse o dinheiro dos outros e passasse os dias tentando embebedar velhas ou batendo em empregadas o mundo ainda estaria mergulhado em guerra e fome? A resposta é provavelmente. Mas todo mundo estaria bêbado demais pra se importar. E esse o segredo pra felicidade verdadeira.

Com isso nós fechamos nosso top. É triste que grandes mulheres como Bia Falcão, Raquel, Maria Altiva e Carminha não conseguiram alcançar a nota de corte, mas né? Acho que as 10 selecionadas representam muito bem os variados tipos de safadeza que iluminaram nossos televisores por todos estes anos.  Concordam? Não concordam? Ficaram revoltados porque a vilã de Pedro, o Escamoso ou alguma outra delícia obscura não entrou na lista? Ora, tem uma maneira muito fácil de resolver isso.

Só depositar o dinheiro na nossa conta que todas as suas opiniões serão levadas em consideração. =)